Greenpeace choca Milão: Maquete de anéis olímpicos suja de petróleo protesta contra patrocínio da Eni nos Jogos de Inverno 2026

Ativistas do Greenpeace realizam protesto impactante em Milão contra a Eni, patrocinadora dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026. A ação visa alertar sobre os riscos climáticos para os esportes de neve.

Em um ato de forte protesto, ativistas do Greenpeace se manifestaram nesta quinta-feira (5) no coração de Milão. O alvo principal foi a Eni, gigante petrolífera que figura como patrocinadora dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026.

A ação ocorreu na véspera da cerimônia de abertura do evento, um momento de grande visibilidade midiática. Os manifestantes buscavam chamar a atenção para a contradição entre a realização de um evento esportivo dependente de condições climáticas específicas e o patrocínio de uma empresa cujas atividades contribuem para o aquecimento global.

Conforme informações divulgadas pela AFP, a manifestação incluiu a instalação de uma maquete dos anéis olímpicos, coberta por uma substância que simulava petróleo. A mensagem era clara: a poluição gerada por combustíveis fósseis está manchando o espírito olímpico e ameaçando o futuro dos esportes de inverno. A mobilização busca pressionar por um esporte mais sustentável e livre da influência de indústrias poluentes.

“Fora aos poluidores dos Jogos”: Um grito contra a hipocrisia corporativa

A praça da catedral de Milão se tornou o palco para a exibição de faixas com o contundente lema “Fora aos poluidores dos Jogos”. A maquete, estrategicamente posicionada, simbolizava a degradação ambiental causada pela exploração de petróleo e gás, recursos essenciais para a operação de empresas como a Eni.

O Greenpeace Itálie divulgou um comunicado contundente, denunciando que patrocínios como o da Eni não são atos neutros. Segundo o grupo, tais parcerias servem como uma “distração” para mascarar os **danos ambientais significativos** que essas corporações causam ao planeta. A organização enfatiza que a dependência de combustíveis fósseis é incompatível com a preservação de ecossistemas e, consequentemente, com a viabilidade de eventos que dependem de condições climáticas favoráveis.

Ameaça direta aos esportes de inverno: Neve e gelo em risco

A crítica do Greenpeace vai além do simbolismo. A organização ressalta uma preocupação prática e urgente: as emissões de gases de efeito estufa, em grande parte provenientes da queima de combustíveis fósseis, são um dos principais fatores que contribuem para o **derretimento de geleiras e a redução da cobertura de neve**.

Isso representa uma **ameaça direta à realização dos próprios Jogos Olímpicos de Inverno**. O grupo argumenta que a Eni, ao patrocinar o evento, contribui ironicamente para a destruição das condições naturais necessárias para a prática dos esportes que os Jogos celebram. A continuidade dos esportes de inverno, e de eventos como Milão-Cortina 2026, depende intrinsecamente de um clima estável e frio, algo que a indústria petrolífera globalmente contribui para comprometer.

Pressão internacional: 21 mil assinaturas contra patrocínio de petrolíferas

O protesto do Greenpeace em Milão reflete um movimento global crescente contra o financiamento de eventos esportivos por empresas ligadas a combustíveis fósseis. Na quarta-feira (4), o Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou ter recebido um **pedido formal**.

Este pedido, assinado por **21 mil pessoas**, solicita o **fim do patrocínio de empresas petrolíferas** aos Jogos Olímpicos. A iniciativa demonstra o aumento da conscientização pública e a demanda por maior responsabilidade ambiental por parte de grandes corporações e organizações esportivas internacionais, buscando um futuro mais sustentável para o esporte e para o planeta.

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