Greve dos Caminhoneiros: PRF Confirma Fluxo Normal nas Estradas e Rodovias Federais, Paralisação Não Vinga

Greve dos caminhoneiros não tem adesão e rodovias federais seguem com fluxo normal

A paralisação nacional de caminhoneiros, convocada para esta quinta-feira (4/12) por um grupo específico da categoria, não obteve a adesão esperada e o tráfego nas estradas e rodovias federais segue normal em todo o país. A tentativa de mobilização, que ganhou força nas redes sociais através do movimento União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC), não contou com apoiadores suficientes para sua efetivação.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), até o momento, não há registros formais de protestos ou bloqueios relacionados a esta convocação em âmbito nacional. A PRF, no entanto, mantém o monitoramento habitual de cerca de 75 mil quilômetros de rodovias federais.

Apesar da falta de adesão, a mobilização visava paralisar o país, com especial impacto previsto para a região Sudeste, notadamente em São Paulo. A demanda por uma greve surgiu após a entrega de um documento com reivindicações da categoria ao Palácio do Planalto, na última terça-feira (2/12).

Caminhoneiros formalizam reivindicações no Planalto

Franco Dal Maro, conhecido como Chicão Caminhoneiro e ligado à UBC, foi o responsável por apresentar formalmente as demandas ao Governo Federal. Ele justificou a convocação da greve pela falta de respostas a antigas reivindicações da categoria, afirmando que a ação estava dentro da legalidade.

“Estamos fazendo dentro da legalidade, protocolando na Presidência da República, conforme estabelece o direito de greve citado na Constituição brasileira”, declarou Chicão Caminhoneiro em vídeo divulgado na ocasião. Ele estava acompanhado de Sebastião Coelho, desembargador aposentado do TJDFT, que apoia o movimento.

Principais demandas da categoria

Entre as principais reivindicações apresentadas ao governo, destacam-se a **atualização do piso mínimo do frete** e a criação de uma **linha de crédito de até R$ 200 mil**, mesmo para caminhoneiros com restrições financeiras. O documento entregue ao Planalto buscava melhorias significativas para a classe.

Motivações e apoios diversos

Chicão Caminhoneiro ressaltou que a greve não possuía motivações partidárias. Contudo, houve um movimento por parte de alguns membros do grupo em buscar apoio de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, com o objetivo de conseguir a aprovação de uma anistia para os investigados pelos atos de 8 de janeiro. Essa diversidade de focos gerou diferentes narrativas sobre os objetivos da paralisação.

Diante desse cenário, a **PRF segue atenta às rodovias federais**, garantindo a livre circulação e a segurança dos usuários, mesmo diante das tentativas de mobilização que não obtiveram o impacto esperado.

Leia mais

PUBLICIDADE