O cenário geopolítico global foi drasticamente alterado neste sábado com a notícia de que o Líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, teria sido morto em ataques coordenados lançados pelos Estados Unidos e Israel. A ação militar, descrita por oficiais israelenses como um sucesso, desencadeou uma onda de retaliações iranianas contra bases americanas na região e mísseis em direção a Israel, elevando o nível de alerta e preocupação em todo o mundo.
As primeiras informações apontam que os ataques atingiram áreas próximas aos escritórios de Khamenei na capital Teerã. Fumaça foi avistada subindo da cidade, e a mídia iraniana relatou ataques em todo o país. A confirmação da morte do líder supremo, uma figura central na política iraniana desde 1979, teria um impacto profundo no futuro do regime e na estabilidade do Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, fez um apelo ao povo iraniano para que “assumam o controle de seu destino” e se levantem contra a liderança islâmica.
A escalada militar gerou reações imediatas de diversos países. O Canadá expressou apoio à ação dos EUA para impedir o Irã de obter armas nucleares e considerou o regime iraniano a principal fonte de instabilidade na região. No entanto, o NDP (Novo Partido Democrático) canadense condenou os bombardeios, alertando para o risco de um conflito regional maior. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou haver “crescentes sinais” de que Khamenei não está mais vivo, enquanto o Irã, até o momento, não comentou oficialmente o status de seu líder supremo.
A notícia da morte de Khamenei, caso confirmada, abriria um vácuo de poder significativo, visto que não há um sucessor designado. A incerteza sobre o futuro do Irã e a possibilidade de uma guerra mais ampla no Oriente Médio mantêm o mundo em suspense. Acompanhe os desdobramentos desta crise em constante evolução.
Canadá apoia ação dos EUA para conter o Irã
O Canadá declarou apoio à ação dos Estados Unidos com o objetivo de impedir que o Irã adquira armas nucleares. Em uma declaração conjunta, o Primeiro-Ministro Mark Carney e a Ministra das Relações Exteriores, Anita Anand, afirmaram que o país apoia os esforços para evitar que o regime iraniano ameace a paz e a segurança internacionais. O Canadá considera a República Islâmica do Irã a “principal fonte de instabilidade e terror em todo o Oriente Médio”, citando as sanções já impostas contra 256 entidades e 222 indivíduos iranianos.
Netanyahu: “Sinais crescentes de que Khamenei não está mais entre nós”
O Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que há evidências crescentes de que o Líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto na operação conjunta EUA-Israel. Em um discurso televisionado, Netanyahu afirmou que os ataques visaram o complexo de Khamenei e que “há sinais crescentes de que Khamenei não está mais entre nós”. Khamenei não é visto em público desde o início da operação, aumentando as especulações sobre seu destino.
Air Canada cancela voos para Dubai e aumenta a vigilância em Toronto
Em resposta aos ataques, a Air Canada anunciou o cancelamento de voos para e de Dubai. A companhia aérea informou que nenhum voo para Tel Aviv estava programado para o dia e que está monitorando a situação para ajustar sua programação. Em Toronto, a polícia aumentou a presença em consulados e locais de culto para garantir a segurança e tranquilizar a comunidade. A polícia regional de York também alertou sobre possíveis atrasos devido a manifestações planejadas e reforçou o patrulhamento em bairros para prevenir atividades criminosas ou motivadas por ódio.
Oficial dos EUA: Capacidade de mísseis iranianos era um risco “intolerável”
Um alto funcionário da administração Trump, falando sob condição de anonimato, declarou que a capacidade de mísseis convencionais do Irã representava um risco “intolerável” para os Estados Unidos. Segundo o oficial, a relutância do Irã em discutir mísseis balísticos em negociações anteriores deixou Trump sem outra opção a não ser a ação militar. O funcionário também mencionou que o Irã demonstrou interesse em enriquecer urânio para armas nucleares, apesar das ofertas americanas por um programa nuclear pacífico.
Relatórios de mortes no Irã e retaliações em curso
A televisão estatal iraniana informou que os ataques aéreos israelo-americanos mataram 201 pessoas e feriram 747, atingindo 24 das 31 províncias do país. Em contrapartida, o Irã confirmou ter atingido instalações nos Emirados Árabes Unidos, Qatar e bases americanas no Bahrein e em Israel como parte de sua retaliação. Um civil morreu nos Emirados Árabes Unidos devido a estilhaços de míssil iraniano. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que os ataques com mísseis e drones continuam.
Condenação internacional e apelos por desescalada
Enquanto países do Oriente Médio, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, condenaram os ataques iranianos contra seus vizinhos, a União Europeia convocou uma reunião de emergência para discutir a escalada do conflito e buscar a desescalada. O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, alertou que os ataques “minam a paz e a segurança internacionais” e pediu um “cessar-fogo imediato”. A Rússia condenou os ataques EUA-Israel como um “ato de agressão” e alertou para o risco de uma catástrofe humanitária e radiológica.
Congresso dos EUA foi notificado antes dos ataques
Fontes indicam que o Congresso dos EUA foi notificado antes dos ataques ao Irã, conforme exigido por lei. As notificações mencionaram mísseis balísticos, mas não detalharam a extensão dos ataques ou os objetivos. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, teria contatado diretamente alguns legisladores importantes para informar sobre a situação. A oposição democrata no Congresso expressou preocupação, com o Senador Tim Kaine questionando a necessidade de mais uma “guerra por escolha” e pedindo um voto para autorizar ou limitar as ações militares.
