Irã vive uma nova onda de protestos, marcada por relatos de violência letal das forças de segurança contra manifestantes nas ruas de Teerã e outras cidades.
Fontes da sociedade civil levantam números de mortos e presos, enquanto imagens nas redes sociais mostram confrontos e presença de manifestantes nas vias públicas.
Os dados e declarações sobre as mortes e a repressão foram divulgados por organizações de direitos humanos, com detalhes a seguir, conforme informação divulgada pela Iran Human Rights (IHR).
Mortes, feridos e prisões
A Iran Human Rights, com sede na Noruega, denunciou que forças de segurança do Irã mataram ao menos 45 manifestantes durante uma onda de protestos contra o governo do país.
Entre os mortos, oito menores, e a organização afirma que a quarta-feira (8) foi o dia mais sangrento desde o início dos protestos, com 13 mortes confirmadas.
Há também “centenas” de feridos e ao menos 2 mil prisões, diz a organização, números que apontam para uma repressão em escala crescente.
Declarações e evidências de repressão
Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da IHR, afirmou, na avaliação divulgada pela entidade, que “As evidências mostram que a repressão se torna mais violenta e mais abrangente a cada dia”.
A declaração ressalta a intensidade da resposta das forças de segurança perante os protestos, e a IHR tem documentado casos e compilado relatos para sustentar os números anunciados.
Imagens, relatos e área de protesto
Imagens publicadas nas redes sociais mostram parte dos manifestantes nas ruas de Teerã, e vídeos têm circulado com cenas de confrontos e grandes manifestações em vias públicas.
As gravações e fotos, segundo observadores, ajudam a corroborar relatos de prisões em massa e de uso de força por agentes estatais contra multidões.
Reação internacional e ameaça de ataque por Trump
Em paralelo às denúncias da IHR sobre a repressão no Irã, o ex-presidente americano Donald Trump ameaçou atingir o país ‘com força’, comentário que aumenta a tensão internacional em um momento já marcado por crise interna.
Analistas apontam que declarações externas, como a de Trump, podem amplificar preocupações sobre escalada e riscos à população, enquanto organizações de direitos humanos pedem investigações e responsabilização pelos atos cometidos.