Itália vive pesadelo e fica fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva, chocando o planeta do futebol após nova derrota na repescagem.
Pela primeira vez em sua gloriosa história, uma seleção campeã do mundo ficará de fora de três Copas consecutivas. A Itália, tetracampeã mundial, ampliou seu calvário nesta terça-feira (31) ao ser derrotada pela Bósnia nos pênaltis, selando sua ausência nos Mundiais de 2018, 2022 e agora na edição de 2026, que ocorrerá na América do Norte.
O resultado, após um empate em 1 a 1 no tempo regulamentar, levou a Bósnia a vencer a disputa por 4 a 1 nas penalidades. Com isso, a seleção bósnia garantiu sua vaga no Grupo B do Mundial, onde enfrentará Canadá, Qatar e Suíça. Para a Itália, resta apenas lamentar mais um capítulo de sofrimento em sua trajetória recente.
Conforme informação divulgada pelo jornal italiano Gazetta dello Sport, a derrota representa um desastre histórico para a Azzurra, que já havia caído na repescagem em 2018, contra a Suécia, e em 2022, de forma surpreendente, diante da Macedônia do Norte. O vexame atual ganha contornos ainda mais dramáticos com a expansão do torneio para 48 seleções, aumentando as chances de participação, mas que a Itália não conseguiu aproveitar.
O Caminho da Eliminação na Repescagem Europeia
A trajetória da Itália rumo a mais uma Copa do Mundo foi marcada por tropeços nas Eliminatórias europeias. A equipe terminou na segunda colocação do Grupo I, atrás da Noruega, que garantiu a classificação direta. Essa posição relegou os italianos a mais uma disputa de repescagem, onde o sonho mundialista foi novamente adiado.
A pressão sobre a equipe era palpável. O técnico Gennaro Gattuso já havia expressado o peso da responsabilidade, e em campo, os jogadores italianos pareciam sucumbir à ansiedade. A Bósnia, por outro lado, demonstrou maior iniciativa e volume de jogo, especialmente no primeiro tempo, acumulando 13 finalizações e testando o goleiro Donnarumma.
Um Gol de Sorte e uma Expulsão Precoce
Apesar do domínio tático da Bósnia, a Itália abriu o placar em um lance de infelicidade do goleiro bósnio Vasilj. Aos 14 minutos, um erro na saída de bola permitiu que Barella recuperasse a posse e servisse Kean, que, com um chute preciso de primeira, colocou os italianos em vantagem. Contudo, o gol não alterou a dinâmica da partida.
A Bósnia manteve a pressão ofensiva, enquanto a Itália lutava para manter a posse de bola. A situação se complicou ainda mais aos 40 minutos, quando o zagueiro Bastoni foi expulso pelo árbitro francês Clément Turpin, após cometer falta em Memic, que se encaminhava para uma clara chance de gol. A escalação de Turpin já trazia um mau presságio, pois foi ele quem apitou a derrota da Itália para a Macedônia do Norte na repescagem de 2022.
Lances Perdidos e o Empate que Levou aos Pênaltis
Mesmo com um jogador a menos, a Itália teve oportunidades cruciais para ampliar o placar. Aos 14 minutos do segundo tempo, Kean, em um contra-ataque promissor, desperdiçou uma chance clara de marcar, chutando por cima do gol. Mais tarde, aos 31 minutos, Dimarco também falhou em uma finalização dentro da área.
O castigo pela falta de pontaria não tardou. Aos 33 minutos, Tabakovic aproveitou um rebote de Donnarumma após um cabeceio e empatou a partida, levando o jogo para a prorrogação. O clima no estádio Bilino Polje, palco do confronto, era de apreensão e hostilidade, intensificado pela fumaça de sinalizadores vindos de apartamentos vizinhos, como relatado pelo Gazetta dello Sport.
A Decisão nos Pênaltis e o Futuro da Azzurra
Na prorrogação, o placar permaneceu inalterado, e a decisão foi para a temida disputa de pênaltis. A Bósnia mostrou maior frieza e precisão, vencendo por 4 a 1. Tahirovic, Tabakovic, Alajbegovic e Bajraktarevic converteram suas cobranças, enquanto Tonali foi o único italiano a acertar. Esposito e Cristante desperdiçaram suas oportunidades, selando o destino da Azzurra.
Enquanto a Bósnia celebra sua inédita classificação, a Itália se vê mergulhada em mais um capítulo sombrio de sua história no futebol. A seleção europeia se junta a outras três que também garantiram vaga no Mundial: Suécia, que venceu a Polônia por 3 a 2; República Tcheca, que superou a Dinamarca nos pênaltis após empate em 2 a 2; e Turquia, com vitória por 1 a 0 sobre o Kosovo.
Outras Vagas Europeias Definidas
Além da Bósnia, outras três seleções europeias carimbaram o passaporte para a Copa do Mundo. A Suécia garantiu sua vaga ao vencer a Polônia por 3 a 2 em casa, integrando o Grupo F ao lado de Holanda, Japão e Tunísia. Já a República Tcheca, após um empate em 2 a 2 com a Dinamarca, triunfou nos pênaltis por 3 a 1, e estará no Grupo A, com México, África do Sul e Coreia do Sul.
Por fim, a Turquia conquistou sua classificação com uma vitória magra de 1 a 0 sobre o Kosovo, jogando fora de casa. A seleção turca se junta a Estados Unidos, Paraguai e Austrália no Grupo D, completando o quadro de representantes europeus na próxima edição do torneio.