Jovem morta em festa em SP: amiga é presa e laudo aponta afogamento em caso de homicídio

Jovem morta em festa em SP: amiga é presa e laudo aponta afogamento em caso de homicídio

A jovem Beatriz Callegari de Paula, de 26 anos, foi encontrada morta em Lins, no interior de São Paulo, após uma festa em uma área de lazer. Inicialmente, a suspeita era de descarga elétrica, mas um laudo do Instituto Médico Legal (IML) indicou afogamento como causa da morte, levando a investigação a ser tratada como homicídio. Uma amiga de Beatriz, Grazielli de Barros Silva, de 40 anos, foi presa sob suspeita de envolvimento no crime.

Beatriz era conhecida por sua personalidade comunicativa e pela facilidade em fazer amizades, segundo familiares. Ela trabalhava como caixa de supermercado e morava com a mãe. A vítima passava por um momento delicado após o fim de um relacionamento abusivo, tendo inclusive solicitado medidas protetivas contra o ex-namorado, que a perseguia e agredia amigas, incluindo Grazielli.

Apesar das ameaças, que a levaram a se afastar de alguns amigos e evitar sair de casa, Beatriz aceitou o convite de Grazielli para a festa onde ocorreu o trágico evento. A prisão de Grazielli ocorreu após o laudo do IML descartar a hipótese de eletrocussão e apontar afogamento, além de contradições em seu depoimento, conforme informações divulgadas pela Polícia Civil. A defesa de Grazielli, no entanto, considera a prisão prematura e sem fundamentos legais.

Investigação muda de rumo com laudo do IML

O caso ganhou novos contornos após o laudo do Instituto Médico Legal (IML) indicar afogamento como a causa da morte de Beatriz Callegari de Paula. A descoberta alterou o curso da investigação policial, que inicialmente considerava a possibilidade de descarga elétrica. Com a nova conclusão, a morte passou a ser tratada como homicídio, e a amiga da vítima, Grazielli de Barros Silva, foi detida sob suspeita.

Histórico de perseguição e retomada de contato

Segundo o irmão de Beatriz, Alexandre Callegari de Paula, a jovem enfrentava um período de vulnerabilidade devido à perseguição de um ex-namorado, contra quem havia obtido medidas protetivas. A situação levou Beatriz a se isolar e a se afastar de alguns amigos. Apesar disso, ela havia retomado o contato com Grazielli e aceitado o convite para a festa onde foi encontrada morta.

Defesa contesta prisão e perícia

O advogado de Grazielli de Barros Silva, Celso Modonesi, afirmou que a prisão de sua cliente foi precipitada e carece de fundamentação legal. Segundo a defesa, Grazielli sempre se manteve à disposição das autoridades e não representou risco de fuga ou de obstrução das investigações. A defesa também questiona a condução das perícias, alegando falta de acesso aos laudos e contestando a conclusão de afogamento, defendendo que a hipótese de descarga elétrica não foi devidamente considerada.

Detalhes da cena e próximos passos da investigação

Beatriz foi encontrada caída de costas, vestindo um biquíni, com parte do corpo sobre a tampa metálica do motor da piscina. Próximo a ela, havia uma caixa de energia com disjuntores e outros componentes elétricos. A amiga relatou inicialmente a descarga elétrica, o que levou ao registro de morte suspeita. A Polícia Civil informou que laudos do Instituto de Criminalística (IC) estão em elaboração para auxiliar no esclarecimento completo dos fatos. O caso é investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Lins como homicídio.

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