Justiça do DF torna Bruno Henrique réu por estelionato: atleta reage com indignação e alega equívoco na decisão

Bruno Henrique é declarado réu em processo por estelionato no DF, enquanto defesa se manifesta

A Terceira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) decidiu, por unanimidade, tornar o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, réu em um processo por estelionato. A decisão, aprovada nesta quinta-feira (4), também inclui o irmão do jogador, Wander Nunes Pinto Júnior, a cunhada Ludymilla Araújo e Lima, além de outras seis pessoas no polo passivo da ação penal.

Caso a condenação se confirme, Bruno Henrique e os demais envolvidos podem enfrentar uma pena de um a cinco anos de prisão. A notícia gerou forte reação da defesa do atleta, que expressou sua indignação com a decisão judicial. Em nota oficial, os advogados de Bruno Henrique afirmaram repudiar a medida, considerando-a um equívoco que contraria a decisão inicial da primeira instância.

A defesa do jogador demonstrou confiança no Poder Judiciário e anunciou que apresentará um recurso aos órgãos competentes. O objetivo é demonstrar, mais uma vez, o que consideram ser um claro equívoco na denúncia que levou à abertura da ação penal. A expectativa é de reverter a decisão e comprovar a inocência do atacante.

Defesa de Bruno Henrique repudia decisão e anuncia recurso

A nota divulgada pela defesa de Bruno Henrique ressalta a surpresa e a indignação com a decisão do TJDFT. “A defesa do atleta Bruno Henrique recebeu com indignação a notícia do julgamento que acatou recurso do MPDFT para abrir ação penal quanto a um suposto crime de estelionato, fato que contraria decisão fundamentada do juiz de primeira instância”, declarou a equipe jurídica.

A confiança na justiça é expressa no comunicado, que prossegue: “Com confiança no Poder Judiciário, será apresentado recurso pela defesa aos órgãos competentes, que demonstrará, mais uma vez, o claro equívoco da denúncia”. A estratégia da defesa é clara: reverter a decisão em instâncias superiores, apresentando argumentos que sustentem a inocência do jogador.

TJDFT nega fiança milionária, mas não decreta medidas cautelares

Ainda durante o julgamento, a Terceira Turma Criminal do TJDFT tomou outra decisão importante no caso. Foi negado o pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para o pagamento de fiança no valor de R$ 2 milhões. Os desembargadores entenderam que Bruno Henrique não representa risco de fuga, o que, na visão deles, torna desnecessárias medidas cautelares adicionais.

Essa decisão demonstra um entendimento do tribunal de que, apesar de se tornar réu, o atacante não apresenta características que justifiquem restrições mais severas neste momento. A ausência de risco de fuga foi um fator determinante para que a fiança milionária não fosse imposta.

Bruno Henrique teve gancho no futebol revertido recentemente

É importante lembrar que, em novembro passado, Bruno Henrique já havia passado por um julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Na ocasião, após o julgamento em segunda instância, o gancho de 12 jogos que pesava sobre o atacante foi retirado.

Em vez da suspensão, Bruno Henrique foi punido apenas com uma multa de R$ 60 mil. Essa decisão do STJD, embora não diretamente ligada ao caso de estelionato, mostra um histórico recente de controvérsias judiciais envolvendo o jogador, mas com desfechos que, até então, o favoreceram em termos de punições esportivas.

A situação de Bruno Henrique segue sob os holofotes, com a expectativa agora voltada para o recurso que a defesa irá apresentar, buscando a anulação da decisão que o tornou réu por estelionato.

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