Mãe Francesa Condenada a 30 Anos: Intoxicou Filhas com Remédios; Uma Morreu, Outra Defendeu a Acusada

Mãe é condenada a 30 anos por intoxicar as duas filhas com medicamentos, uma delas morreu

A Justiça francesa impôs uma pena severa de 30 anos de prisão a Maylis Daubon, de 53 anos, por um crime chocante: a intoxicação deliberada de suas duas filhas com medicamentos. O caso trágico resultou na morte de Enea, de apenas 18 anos, e na sobrevivência de sua irmã, Luan, que surpreendentemente defendeu a mãe durante o julgamento. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (3).

O episódio que levou à condenação de Maylis Daubon ocorreu em novembro de 2019. Naquela ocasião, Enea sofreu uma grave crise convulsiva em casa. As investigações posteriores revelaram que a jovem havia ingerido uma dose de propranolol, um medicamento que regula o ritmo cardíaco, em quantidade dez vezes superior ao limite considerado seguro, culminando em sua morte.

O tribunal, após analisar as evidências, concluiu que a intoxicação de Enea não foi um acidente, mas sim um ato intencional. A gravidade da situação se estendeu à outra filha, Luan, que também apresentou em seu organismo uma quantidade considerável de um sonífero forte, destinado apenas a adultos. Felizmente, Luan sobreviveu, mas sua defesa da mãe no tribunal adicionou uma camada de complexidade ao caso. Conforme informação divulgada pela imprensa local, a mãe permaneceu em silêncio durante todo o julgamento, mantendo a cabeça baixa e o rosto escondido.

Pena reflete “extrema gravidade dos fatos”

A presidente do tribunal, Emmanuelle Adoul, destacou que a sentença de 30 anos de prisão reflete a **”extrema gravidade dos fatos”** apresentados. A pena estabelece um cumprimento mínimo de 20 anos, superando a solicitação da promotoria, que pedia 25 anos. Maylis Daubon tem agora um prazo de dez dias para apresentar um eventual recurso contra a decisão.

Acusação de planejar o assassinato do ex-marido

Além da condenação pela intoxicação das filhas, Maylis Daubon também enfrentou investigações por uma acusação ainda mais sombria: a de ter tentado encomendar a morte de seu ex-marido. Enquanto aguardava julgamento na prisão de Pau, ela teria tentado subornar outras detentas para executar o plano. A mulher sempre negou as acusações, classificando-as como “rumores de cadeia”.

O caso de Maylis Daubon levanta questões profundas sobre saúde mental, dinâmica familiar e a complexidade dos crimes cometidos dentro do ambiente doméstico. A sentença busca fazer justiça à vítima fatal, Enea, e à gravidade dos atos cometidos pela mãe.

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