NBA na Véspera de Natal: LeBron James Lidera Estatísticas e Curiosidades da Rodada Festiva
A tradicional rodada de Natal da NBA, conhecida como Christmas Games, é um dos eventos mais aguardados da temporada regular. Criada em 1947, a data se consolidou como um espetáculo televisivo, com transmissões completas a partir de 1967 e garantindo cinco partidas desde 2008. No Brasil, a ESPN e o Plano Premium do Disney+ são os responsáveis pela exibição.
Para celebrar essa data especial, reunimos cinco curiosidades estatísticas sobre os jogos de Natal da NBA, que sempre atraem grande audiência mundial. Estes jogos não apenas definem rivalidades em quadra, mas também criam histórias memoráveis para fãs de basquete.
Conforme divulgado pelas informações da NBA, a rodada de 2025 já tem sua agenda definida, com jogos começando às 14h no horário de Brasília. A expectativa é alta para ver os craques em ação no dia mais especial do calendário da liga de basquete americana.
LeBron James: O Rei das Aparições de Natal
LeBron James é, sem dúvida, a figura mais presente na história da rodada de Natal da NBA. Com impressionantes 19 aparições, ele se destaca como o atleta que mais jogou nesta data especial, participando de quase todas as suas 23 temporadas na liga. Sua 20ª participação está confirmada para este ano, contra o Houston Rockets.
Além de LeBron, outros nomes icônicos como Kobe Bryant (16 jogos), Shaquille O’Neal, Dwyane Wade e Earl Monroe (todos com 13 jogos) também marcaram presença frequente nos Christmas Games. LeBron soma 11 vitórias e oito derrotas, com sua maior pontuação individual sendo 39 pontos em uma partida de 2021.
Curiosamente, LeBron James jogará sua oitava partida de Natal pelo Los Angeles Lakers em 2025, igualando o número de jogos pelo Cleveland Cavaliers, e somando-se aos quatro que disputou pelo Miami Heat. Em contraste, Michael Jordan participou de apenas seis jogos de Natal, refletindo tanto sua carreira mais curta quanto a estratégia da liga de priorizar outras equipes nos primeiros anos da tradição.
Recordes de Pontuação: LeBron e o Legado de Jordan
A longevidade de LeBron James nos jogos de Natal se reflete em seu recorde de pontuação somada. Ele acumula 507 pontos nessas partidas, com uma média de 26,68 pontos por jogo. Essa marca o coloca à frente de outros grandes pontuadores históricos da data festiva.
O top 5 de maiores pontuadores em jogos de Natal é completado por Kobe Bryant (395 pontos), Oscar Robertson (377 pontos), Dwyane Wade (314 pontos) e Kevin Durant (342 pontos). Durant, aliás, estará em quadra neste ano, representando uma ameaça para a média de LeBron.
Vale lembrar que o recorde de maior pontuação em um único jogo de Natal pertence a Bernard King, que marcou 60 pontos em 1984. Entre os jogadores em atividade, Luka Doncic detém a maior marca, com 50 pontos anotados em 2023.
Franquias Dominantes nos Christmas Games
Quando o assunto são os times que mais participaram dos jogos de Natal, os recordes ficam com as franquias mais antigas da NBA. O New York Knicks lidera a lista com 57 aparições, seguido de perto pelo Los Angeles Lakers (51 jogos), Boston Celtics (38), Philadelphia 76ers (35) e Golden State Warriors (34).
Essas equipes, muitas vezes geograficamente próximas nos primórdios da liga, protagonizaram alguns dos confrontos mais frequentes, como Knicks x 76ers (13 vezes) e Celtics x Knicks (8 vezes). A proximidade histórica e geográfica facilitou a criação dessa tradição.
No entanto, quando se analisa o aproveitamento, o Miami Heat se destaca com o maior percentual de vitórias, tendo conquistado 12 vitórias em 14 jogos (85%). Outras equipes com bom retrospecto incluem Portland Trail Blazers (77%), Utah Jazz (75%), Washington Wizards (69%) e Sacramento Kings.
O Ineditismo do Charlotte Hornets
Das 30 franquias da NBA, uma se destaca por nunca ter participado de um jogo na rodada de Natal: o Charlotte Hornets. Apesar de sua existência há décadas e de outras equipes mais novas já terem tido a chance de jogar na data festiva, os Hornets nunca figuraram no dia 25 de dezembro.
A franquia, que teve sua história entrelaçada com a de New Orleans e Charlotte ao longo dos anos, apresenta um retrospecto com poucas semifinais de conferência e campanhas com mais de 50% de vitórias. A falta de grandes rivalidades e de um desempenho consistentemente forte pode explicar essa ausência notável nos jogos de maior audiência.