Operação Red Flag: Justiça nega liberação de conta e abre inquérito por arma em Vera Cruz

Justiça mantém bloqueio de valores e abre investigação para arma em Vera Cruz

A Justiça em Birigui negou o pedido da defesa para liberar valores em conta corrente que foram bloqueados como resultado da Operação Red Flag, que resultou na prisão de um empresário da aviação em Vera Cruz. A decisão judicial também determinou a abertura de um novo inquérito contra o empresário para apurar a posse ilegal de uma arma de fogo.

Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu uma carabina na residência do empresário. A conta bancária em questão recebeu movimentações no mesmo dia das buscas, com transferências de valores de uma conta da mãe do empresário para uma pessoa próxima. A defesa alegou que os valores não teriam relação com a atividade do empresário ou com a investigação.

No entanto, a Justiça de Birigui, cidade base da operação, considerou que não há justificativas plausíveis para a movimentação dos recursos. A decisão aponta que a transferência realizada no dia da operação “revela forte indício de manobra destinada a frustrar a constrição patrimonial”, indicando uma possível tentativa de ocultação ou blindagem patrimonial.

A análise dos autos evidenciou que a movimentação financeira ocorreu em condições atípicas, sem justificativa plausível. A investigação sobre a posse da arma será conduzida paralelamente e sem vínculo com a Operação Red Flag, com o caso já transferido para a Polícia Civil em Vera Cruz.

A carabina apreendida, que possui número de registro e estava em boas condições de manutenção, foi encontrada em um quarto da residência. Em depoimento, o empresário afirmou que a arma pertencia ao seu pai e que ele desconhecia a sua presença na casa. Ele negou qualquer uso, posse ou cuidado com a arma, alegando que ela estaria entre pertences deixados após o falecimento do pai.

Além da arma, a operação resultou no bloqueio de fuselagem e outros equipamentos de aeronaves que estavam na residência. O empresário, que também é advogado, atua no ramo de aviação agrícola. A Operação Red Flag investiga uma organização de tráfico de drogas que utilizaria aeronaves e teria atividades segmentadas entre os acusados.

O empresário é citado na operação por serviços de corretagem de aeronaves e lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Ele nega qualquer envolvimento nos crimes e encontra-se em prisão preventiva.

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