Operação Synthlux: Seis são réus por lavagem de dinheiro do tráfico de drogas sintéticas em Marília

Operação Synthlux avança com seis réus acusados de lavar dinheiro do tráfico de drogas sintéticas em Marília.

Seis indivíduos foram denunciados e agora são réus no caso da Operação Synthlux, em Marília. A acusação é de integrar uma organização criminosa voltada para o tráfico de drogas sintéticas de luxo, e agora também respondem por lavagem de dinheiro.

A denúncia foi recebida pela 3ª Vara Criminal da cidade, que determinou a citação dos acusados para que apresentem suas defesas e listas de testemunhas. O Ministério Público busca, além da condenação criminal, a perda de bens e de qualquer patrimônio acumulado de forma ilícita pelos envolvidos.

Esta é a segunda ação penal decorrente da investigação iniciada pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Marília, que aponta para movimentação de “vultuosas quantias de valores” e aquisição de bens, especialmente imóveis, utilizando dinheiro proveniente do tráfico. Conforme informação divulgada pela Dise, a investigação avançou após a quebra de sigilo telefônico e bancário, além do acesso a arquivos pessoais de suspeitos, fornecendo detalhes sobre a movimentação financeira e patrimonial.

Liderança e patrimônio em condomínios de luxo sob suspeita

A investigação aponta F.S.G., de 28 anos, como o suposto líder da organização de tráfico investigada no primeiro processo. Além dele, a nova denúncia inclui A.T.B.S., C.A.V.S., R.L.T., E.F.C.V e D.M.S. F.S.G., morador da zona oeste, é apontado como proprietário de terrenos em condomínios fechados de alto padrão na zona leste da cidade, levantando suspeitas sobre a origem de seus bens.

Movimentação financeira milionária e investimentos em imóveis

A apuração da Dise detalha a movimentação de grandes somas de dinheiro, chegando a R$ 605 mil em transações. Um único mês, com apenas 14 comprovantes, registrou a circulação de R$ 105 mil envolvendo seis pessoas. A polícia identificou cinco desses indivíduos, mas a origem de uma transação de R$ 26,5 mil permanece sem explicação. Um documento apreendido revela um plano de investimento em condomínios, com potencial lucro de R$ 350 mil em dinheiro ou R$ 550 mil em permuta. Outro relatório descreve um investimento em um salão comercial com expectativa de renda mensal entre R$ 25 mil e R$ 30 mil.

Contexto da Operação Synthlux e desdobramentos

O primeiro processo relacionado à Operação Synthlux, iniciado em 2023, conta com 28 réus e ainda não teve audiências realizadas devido a recursos e pedidos das defesas. Este caso acusa o grupo pela venda de drogas sintéticas como ecstasy e LSD, além de haxixe, com distribuição nacional via sistemas de entrega. Os denunciados foram presos na época, mas respondem em liberdade atualmente. O processo mais recente, iniciado em 2024, chegou a ter mais de 20 investigados, mas a denúncia final focou em seis nomes, sem descartar a continuidade das apurações sobre os demais.

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