Policial é morto a facadas em tumultos perto de Teerã, protestos se espalham por 25 províncias do Irã e deixam dezenas de mortos, diz AFP

Policial é morto a facadas durante confrontos próximos a Teerã, protestos alcançam 25 das 31 províncias e desafiam autoridades em meio a crise econômica e conflito

Um policial foi morto a facadas durante tumultos perto de Teerã, em um episódio que evidencia a escalada de violência nas manifestações que varrem o país.

As mobilizações, que reúnem pessoas insatisfeitas com a situação econômica e decisões políticas, têm se espalhado rapidamente e pressionam o governo.

Os protestos se espalharam por 25 das 31 províncias do Irã, segundo uma contagem da AFP baseada em declarações oficiais e na imprensa local, e deixaram dezenas de mortos, incluindo membros das forças de segurança. É o maior movimento de protesto na República Islâmica desde o de 2022-2023, desencadeado pela morte sob custódia de Mahsa Amini, presa por supostamente violar as rígidas normas de vestuário para mulheres.

As manifestações não atingiram a escala de 2022-2023 ou dos protestos em massa de 2009 que se seguiram às eleições, mas representam um desafio para os governantes do Irã em meio a uma grave crise econômica e após a guerra de 12 dias com Israel em junho de 2025, conforme informação divulgada pela Agence France-Presse (AFP).

O que se sabe sobre a morte do policial

Fontes da imprensa indicam que o agente foi atacado por manifestantes durante confrontos nas proximidades de Teerã, recebendo facadas que resultaram em sua morte.

A identidade do policial e detalhes sobre prisões ou suspeitos não foram confirmados oficialmente até o momento, enquanto as autoridades reforçam a presença de forças de segurança nas áreas afetadas.

Escala e impacto dos protestos

As manifestações já atingem grande parte do território, com relatos em várias províncias de confrontos, prisões e vítimas fatais. A frase sobre a extensão das mobilizações, citada acima, resume a dimensão atual do movimento.

Analistas apontam que a combinação entre problemas econômicos e o desgaste após o conflito regional contribui para a continuidade dos protestos, mesmo sem a mesma magnitude das grandes ondas anteriores.

Reação das autoridades e risco político

O governo iraniano encara um dilema entre reprimir rapidamente os protestos, aumentando o risco de mais violência, ou adotar medidas conciliatórias que possam ser vistas como sinais de fraqueza.

Em meio a esse cenário, a morte do policial agrava a narrativa usada por setores que defendem respostas duras, enquanto críticos pedem investigação transparente sobre todas as mortes e violações.

O que vem a seguir

Nas próximas horas e dias, está prevista a intensificação de operações de segurança em pontos sensíveis, e observadores internacionais acompanham o desenvolvimento dos eventos na região.

Reportagens e contagens de vítimas continuarão sendo atualizadas, com a AFP como uma das principais fontes de informação sobre a extensão dos protestos e suas consequências.

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