Proposta choca o mundo do futebol: Itália no lugar do Irã na Copa do Mundo 2026?
Uma proposta surpreendente agitou os bastidores do futebol mundial. Paolo Zampolli, enviado especial dos Estados Unidos e com forte ligação com Donald Trump, sugeriu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, e ao próprio ex-presidente americano a substituição da seleção do Irã pela Itália na Copa do Mundo de 2026.
A ideia, segundo fontes próximas ao assunto, baseia-se no histórico de sucesso da seleção italiana, que ostenta quatro títulos mundiais. Zampolli argumenta que esse pedigree justificaria a inclusão da Azzurra no torneio, mesmo com a ausência da equipe por questões esportivas.
Além do apelo esportivo, a proposta teria um viés diplomático, buscando uma reaproximação entre Donald Trump e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni. Recentemente, ambos tiveram desentendimentos públicos, e a inclusão da Itália na Copa, sediada em parte pelos EUA, poderia ser uma ponte para amenizar as tensões.
O histórico da Itália e a ausência na Copa
A Itália, uma das maiores potências do futebol mundial, acumula **quatro títulos da Copa do Mundo**, conquistados em 1934, 1938, 1982 e 2006. Apesar desse currículo impressionante, a seleção italiana falhou em se classificar para a Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, México e Canadá. A eliminação na repescagem gerou uma crise interna no futebol italiano, culminando com a renúncia do presidente da federação.
Paolo Zampolli confirmou a iniciativa em declarações ao Financial Times. “Confirmo que sugeri a Trump e Infantino que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo. Sou italiano de nascimento e seria um sonho ver a Azzurra em um torneio sediado nos EUA. Com quatro títulos, eles têm o pedigree para justificar a inclusão”, afirmou.
O Irã se posiciona e a Fifa se manifesta
Em contrapartida, a seleção iraniana, que se classificou para a Copa do Mundo, afirmou estar pronta para participar do torneio. O Irã havia manifestado receio em participar anteriormente, citando preocupações de segurança devido a ataques aéreos dos EUA e de Israel, mas posteriormente recuou dessa posição.
A Fifa, por sua vez, optou por não comentar o lobby, mas reforçou a participação do Irã. O presidente da entidade, Gianni Infantino, declarou em uma conferência em Washington: “A seleção iraniana virá, com certeza”. Ele acrescentou: “Esperamos que até lá a situação seja pacífica. O Irã tem que vir se quiser representar seu povo. Eles se classificaram e devem jogar.”
O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu uma nota afirmando que “o governo Trump está fazendo tudo o que é necessário para apoiar uma Copa do Mundo bem-sucedida, ao mesmo tempo em que mantém a lei americana e os mais altos padrões de segurança nacional e segurança pública na condução do nosso processo de vistos”.
Regulamento da Fifa e as relações diplomáticas
As regras da Fifa concedem à entidade a “discricionariedade exclusiva” para decidir sobre substituições de seleções classificadas em caso de desistência. O regulamento permite que a Fifa “possa decidir substituir a associação membro participante em questão por outra associação”.
A proposta surge em um contexto de relações diplomáticas complexas. Giorgia Meloni tem sido uma aliada próxima de Trump, mas recentemente o ex-presidente americano criticou publicamente a premiê italiana. Trump expressou choque com a falta de cooperação da Itália em relação ao uso de bases militares na Sicília durante operações no Irã, indicando que acreditava que Meloni “estava errada”.
A Itália atualmente ocupa a 12ª posição no ranking da Fifa, sendo a seleção mais bem colocada entre as que não se classificaram para a Copa do Mundo. A possibilidade de uma substituição, embora improvável, levanta debates sobre os critérios técnicos versus influências políticas e diplomáticas no esporte.