Reviravolta na FPF: Candidato desiste e acusa eleição de fraude, FPF rebate e alega lisura no processo

Reviravolta na FPF: Candidato desiste e acusa eleição de fraude, FPF rebate e alega lisura no processo

O cenário eleitoral da Federação Paulista de Futebol (FPF) foi abalado nesta terça-feira (10) com o anúncio da desistência de Wilson Marqueti Junior em registrar sua candidatura à presidência da entidade. O advogado, ex-vice-presidente de Relações Governamentais da FPF, declarou que recorrerá à Justiça para tentar suspender o edital de convocação da eleição, alegando que as regras atuais comprometem a transparência e a lisura do processo.

Marqueti Junior, que deixou seu cargo em 2025 e passou a criticar a gestão do atual presidente, Reinaldo Carneiro Bastos, aponta diversas irregularidades no processo eleitoral. Entre os pontos de maior questionamento está a previsão de voto aberto, uma regra que, segundo ele, foi definida unilateralmente pela presidência da FPF e contrasta com o voto secreto adotado pela CBF em suas próprias eleições.

Outro ponto criticado é a falta de transparência na divulgação da lista completa de clubes e ligas aptos a votar, uma informação considerada essencial para a legitimidade do processo. A composição da comissão eleitoral, formada por membros ligados a órgãos mantidos pela própria federação, também é alvo de desconfiança, levantando dúvidas sobre a independência e imparcialidade na condução da eleição.

A FPF, por sua vez, defende a integridade do processo eleitoral. Em nota oficial, a entidade afirmou que a eleição está sendo conduzida “com transparência, rigor jurídico e total observância ao Estatuto Social e à Lei Geral do Esporte”. A federação garante que a comissão eleitoral atua com “plena autonomia” e é composta por membros independentes de “reputação ilibada”, assegurando assim a imparcialidade em todas as etapas.

A entidade também ressaltou que a publicação do edital e o acesso à lista de filiados aptos a votar seguem os ritos estatutários, garantindo o pleno exercício dos direitos dos interessados. A FPF expressou “total tranquilidade quanto à lisura do processo eleitoral” e afirmou que o pleito seguirá “seu curso democrático em prol do fortalecimento do futebol paulista”.

Marqueti Junior justificou sua decisão de não registrar a chapa neste momento como uma estratégia para contestar judicialmente as normas do processo eleitoral, que, em sua visão, “servem para sufocar a oposição e intimidar vozes divergentes”. Ele agradeceu o apoio recebido durante sua pré-campanha.

Enquanto isso, o atual presidente, Reinaldo Carneiro Bastos, protocolou o registro de sua chapa nesta terça-feira, contando com o apoio de grandes clubes como Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, além de expressivo apoio dos clubes filiados e ligas. Vale lembrar que, desde 1987, as eleições na FPF não têm disputa efetiva, com os presidentes sendo eleitos por aclamação nas últimas décadas.

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