Suspeito de matar esposa e filha em União do Oeste, Santa Catarina, morre em confronto com a PM, polícia abre inquérito e prefeitura decreta luto de três dias

Suspeito de matar esposa e filha em União do Oeste, Santa Catarina, morreu após confronto com a Polícia Militar, polícia investiga as circunstâncias enquanto município decreta luto e perícia coleta evidências

Um homem suspeito de matar esposa e filha foi morto em confronto com a Polícia Militar após não obedecer ordens para largar a arma, segundo a corporação.

Dentro da residência, a polícia encontrou a mulher morta e a filha gravemente ferida, ela chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital municipal.

As informações sobre o caso foram divulgadas por veículos locais e pela corporação, conforme informação divulgada pelo g1

Confronto com a Polícia Militar

Segundo a PM, o suspeito, identificado como Jair, não obedeceu aos comandos para largar a faca usada no crime, e teria avançado em direção aos policiais.

Um dos policiais atirou no homem, que não resistiu ao ferimento e morreu no local, informou a corporação.

Vítimas e sepultamento

Ao entrar na residência, a polícia encontrou a mulher, identificada como Juvilete, morta. A filha dela, Mariana, foi socorrida e levada ao hospital municipal, mas morreu na unidade de saúde.

Mãe e filha serão sepultadas no Cemitério de Nova Erechim, e a Prefeitura de União do Oeste decretou luto de três dias pelas três mortes, informou a gestão municipal em postagem nas redes sociais.

Investigação e perícia

Um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias do crime. A polícia científica já colheu evidências na residência, e os procedimentos periciais seguem para reunir provas que possam ser usadas na investigação e em eventual processo.

Autoridades afirmaram que a apuração buscará confirmar motivação e sequências dos fatos, enquanto boletins e laudos serão juntados ao inquérito policial.

Como denunciar violência doméstica e dados sobre violência sexual

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

É possível realizar denúncias pelos números 180, Central de Atendimento à Mulher, e 100, que apura violações aos direitos humanos, além do aplicativo Direitos Humanos Brasil, e pela página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, ONDH, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

No primeiro semestre de 2020, foram registrados 141 casos de estupro por dia no Brasil. Em todo ano de 2019, o número foi de 181 registros a cada dia, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Em 58% de todos os casos, a vítima tinha até 13 anos de idade, o que também caracteriza estupro de vulnerável, um outro tipo de violência sexual.

Vítimas de violência sexual não precisam registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde, mas o exame de corpo de delito só pode ser realizado com o boletim de ocorrência em mãos. O exame pode apontar provas que auxiliem na acusação durante um processo judicial, e podem ser feitos a qualquer tempo depois do crime, mas por se tratar de provas que podem desaparecer, caso seja feito, recomenda-se que seja o mais próximo possível da data do crime.

Autoridades locais pedem que testemunhas e familiares colaborem com informações à polícia, garantindo que o inquérito esclareça os fatos e que medidas de proteção e prevenção à violência sejam reforçadas na região.

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