Polícia apura causas de tombamento de ônibus com trabalhadores rurais que deixou seis mortos e 45 feridos na BR-153
Um grave acidente na Rodovia Transbrasiliana (BR-153), entre Ocauçu (SP) e Marília (SP), na madrugada desta segunda-feira (16), resultou na morte de seis trabalhadores rurais e deixou outros 45 feridos. O ônibus que transportava os trabalhadores tombou, chocando o país com a perda de vidas e o alto número de feridos.
A Polícia Civil já iniciou as investigações para determinar as circunstâncias exatas que levaram ao trágico tombamento. A empresa responsável pelo veículo será alvo de apuração, e a ausência de uma lista de passageiros dificulta o trabalho de identificação das vítimas e dos envolvidos.
Em meio à dor e à comoção, o motorista que conduzia o ônibus no momento do acidente foi preso em flagrante. Ele está entre os feridos e permanece sob escolta policial, sendo investigado por homicídio e lesão corporal. As autoridades buscam respostas para evitar que tragédias como essa se repitam. Conforme informação divulgada pelo g1.
Motorista preso e investigado após tombamento fatal na BR-153
A Polícia Civil informou, em nota enviada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), que a empresa responsável pelo coletivo será investigada. As autoridades trabalham intensamente na identificação das vítimas e demais envolvidos no acidente, mas a falta de uma lista de passageiros tem sido um entrave significativo nas investigações.
O motorista que dirigia o ônibus no momento do tombamento foi preso em flagrante e será investigado por homicídio e lesão corporal. Ele está entre os 45 feridos e segue internado no Hospital das Clínicas sob escolta policial. O outro motorista, que revezava a direção, também ficou ferido e está hospitalizado na Santa Casa.
A perícia técnica foi acionada e o caso registrado na Delegacia Seccional de Marília. A Polícia Civil busca apurar todas as causas do acidente, incluindo possíveis falhas mecânicas ou condições da estrada.
Pneu estourado teria sido estopim para o tombamento do ônibus
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o tombamento do ônibus ocorreu após o estouro de um dos pneus. Antes de tombar, o motorista teria perdido o controle do veículo, que acabou saindo da pista. A informação inicial divulgada pelo g1 indicava oito mortes, mas a Polícia Civil revisou o número para seis óbitos confirmados.
Dos 45 feridos, 26 foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), 12 pelo policiamento local, seis pelo Corpo de Bombeiros e um pela ambulância da concessionária. Os feridos foram encaminhados para diversas unidades de saúde em Marília, incluindo o Hospital das Clínicas (11 pessoas), a Santa Casa (8 pessoas), a UPA Norte (11 pessoas), a UPA Sul (10 pessoas), o Hospital da Unimar (3 pessoas) e o Hospital Materno-Infantil (2 pessoas).
O Hemocentro de Marília emitiu um comunicado solicitando doações de sangue para atender os feridos. A Prefeitura de Marília disponibilizou a Casa de Passagem Cidadã para acolher os sobreviventes.
Trabalhadores rurais viajavam do Maranhão para colheita em SC
As vítimas do acidente eram trabalhadores rurais que haviam saído do estado do Maranhão com destino a Santa Catarina para trabalhar na colheita de maçãs. Familiares de alguns desses trabalhadores também estavam no ônibus. As informações foram confirmadas pela PRF.
O inspetor da PRF, Bruno Bernardo, declarou que o ônibus não possuía autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para fretamento fora do Maranhão, indicando que a viagem estava em situação irregular. Essa informação é crucial para as investigações sobre a responsabilidade no transporte dos trabalhadores.
Relatos de sobreviventes narram momento de pânico e desespero
José da Silva Reis, um dos sobreviventes, relatou o momento de terror vivido no acidente. Ele contou que estava dormindo quando ouviu um barulho alto no pneu, seguido pelo capotamento do veículo. Ao acordar do lado de fora, ele abraçou seu pai, que já estava sem vida.
“Eu só lembro do tempo que capotou e eu já estava do lado de fora. Quando eu abracei meu pai, ele já estava morto”, contou à TV TEM. José ainda ajudou outros sobreviventes que estavam presos sob os destroços, sendo um dos primeiros a se levantar após o acidente.
Outro sobrevivente, Wagner da Silva Carvalho, também descreveu o susto. “Estava dormindo. Aí, na hora, eu escutei um barulhão no pneu. Aí, aquela zoada mesmo, aí [a gente] se espantou”, recordou. Ele complementou: “Aí o carro virou. Aí, nessa hora, depois que virou, eu não me lembro mais nada. Quando eu me lembrei, já estava no chão.”