Trump aposta em Delcy Rodríguez para evitar vácuo de poder na Venezuela e descarta María Corina Machado por falta de apoio interno, dizem analistas

No dia em que os EUA invadiram a Venezuela e capturaram o ditador Nicolás Maduro, o presidente Donald Trump deu pistas sobre por que descartou apoiar a oposicionista María Corina Machado.

Segundo relatos, Trump justificou a decisão com uma avaliação da base política interna, e disse que María Corina não teria respaldo suficiente para governar o país.

Analistas entrevistados apontam que o apoio a Delcy Rodríguez busca evitar um vácuo de poder que poderia ampliar a instabilidade e até provocar uma guerra civil, conforme informação divulgada pelo UOL.

Por que Trump descartou María Corina Machado

O presidente americano, segundo a reportagem, afirmou, de forma direta, que “Ela não tem o apoio ou o respeito dentro do país.” A declaração foi usada para justificar a opção por uma figura do grupo que já ocupava funções no governo.

Para analistas, a avaliação de Trump combina cálculo político e segurança, porque apoiar uma líder sem base consolidada poderia abrir espaço para confrontos e disputas internas, complicando a missão de estabilizar a Venezuela.

Risco de vácuo de poder e objetivo com Delcy Rodríguez

Especialistas ressaltam que o principal temor em quedas de regimes autoritários é o vácuo de poder, que tende a gerar instabilidade e violência. “Uma das preocupações de sempre é quanto o vácuo de poder pode gerar de instabilidade. Então, a manutenção do mesmo grupo tem riscos para os EUA, mas também gera uma situação de maior estabilidade para pressionar por um processo de transição”, analisa Denilde Holzhacker, coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios Americanos da ESPM, citada pelo UOL.

Pela leitura desses analistas, manter Delcy Rodríguez como presidente interina pode criar uma transição mais previsível, ainda que envolva riscos, porque reduz o espaço para combates entre facções rivais.

Implicações para a transição e para a região

A escolha por Delcy Rodríguez tende a favorecer uma gestão de continuidade no curto prazo, que pode facilitar a negociação de um calendário de transição, segundo observadores.

Ao mesmo tempo, a permanência de figuras do antigo governo pode gerar críticas de opositores e de parte da comunidade internacional, e exigir de Washington cuidados diplomáticos e estratégicos para evitar uma escalada de conflito.

As avaliações citadas na reportagem mostram que a decisão de Trump, de privilegiar estabilidade imediata sobre uma mudança brusca, foi motivada pela preocupação em evitar um vazio de autoridade que aumente o risco de guerra civil, conforme informação divulgada pelo UOL.

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