Trump confirma convite a Lula para integrar Conselho de Paz e elogia: “Gosto dele”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20/01) que convidou o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, para integrar o chamado Conselho de Paz. Esta estrutura, idealizada pelo republicano, foi apresentada como uma espécie de “ONU paralela” destinada a gerenciar a situação na Faixa de Gaza.
A confirmação ocorreu durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington. A repórter da TV Globo, Raquel Krähenbühl, questionou Trump sobre o convite a Lula e o papel esperado do brasileiro, especialmente diante da crise entre Estados Unidos e Venezuela.
Em resposta direta, Trump afirmou: “Um grande papel. Eu gosto dele”, comentando a possível participação de Lula no conselho. O evento marcou o primeiro aniversário do segundo mandato de Donald Trump.
Críticas à ONU e o novo Conselho de Paz
Durante a coletiva, Raquel Krähenbühl também indagou se o Conselho de Paz teria como objetivo substituir a Organização das Nações Unidas (ONU). Trump, em resposta, teceu críticas à atuação da entidade internacional.
“Bem, talvez eu queira, a ONU não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca o explorou completamente”, declarou Trump. Ele acrescentou que a ONU deveria ter resolvido guerras que ele tentou solucionar, ressaltando que nunca recorreu à organização.
“Acredito que devemos deixar a ONU continuar, porque o potencial dela é enorme”, ponderou o presidente norte-americano, que também alegou ter ajudado a encerrar ou evitar diversas guerras em seu mandato, uma afirmação contestada por analistas.
Objetivos e estrutura do Conselho de Paz
Segundo Trump, o Conselho de Paz foi criado com o objetivo principal de atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. Há a possibilidade de que o órgão se envolva em outros conflitos internacionais no futuro.
A proposta apresentada detalha que os integrantes do órgão terão um mandato de três anos. Alternativamente, poderão ocupar cargos vitalícios mediante o pagamento de US$ 1 bilhão, valor que corresponde a cerca de R$ 5,37 bilhões em dinheiro vivo.