Turista uruguaio baleado na Praia da Enseada em Guarujá morre na virada do ano, família contesta versão de confronto e exige investigação e prisão

Um turista uruguaio, identificado como Carlos Adrian Manccini Piriz, 36 anos, morreu após ser atingido por um tiro durante a madrugada do dia 1º de janeiro na Praia da Enseada, em Guarujá.

De acordo com a autoridade policial, um agente de 43 anos, que estava de folga e acompanhado de familiares, reagiu a uma abordagem e houve uma troca de tiros, e o turista foi baleado no abdômen.

Parentes e testemunhas contestam a versão oficial, afirmam que o suposto ladrão não estava armado e exigem a prisão do policial, o caso segue em investigação, conforme informação divulgada pela SSP-SP e por familiares da vítima.

O que a investigação inicial diz sobre o incidente

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o policial estava de folga e com parentes quando um grupo se aproximou e, segundo a pasta, um dos homens teria simulado sacar uma arma debaixo da camisa, o que levou o agente a reagir.

A SSP-SP informou que houve troca de disparos antes da fuga dos suspeitos, e que Carlos foi atingido no abdômen. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Santo Amaro, onde deu entrada em estado grave e morreu por volta das 16h40 do mesmo dia.

A pistola calibre .40 usada pelo policial foi apreendida para perícia, e o caso foi registrado como roubo e lesão corporal na Delegacia de Guarujá, com diligências em andamento para identificar os suspeitos e esclarecer as circunstâncias.

Versão da família e testemunhas

Parentes de Carlos rejeitam a versão do confronto e afirmam que o suposto ladrão não estava armado. A irmã da vítima declarou, “Foi o policial à paisana quem atirou, e queremos que ele seja preso”.

Uma testemunha que pediu anonimato reforçou que “Não houve troca de tiros. O policial, desesperado, mirou no bandido e acertou a população”. A testemunha acrescentou que “Foi assustador. Poderia ter acertado uma criança”.

Familiares dizem que Carlos era empresário do ramo de roupas e vivia em São Paulo, e pedem que a investigação seja rápida e transparente para responsabilizar os envolvidos.

Perícia, registro do caso e próximos passos

As autoridades apreenderam a arma do policial para exame pericial e registraram o boletim como roubo e lesão corporal, na Delegacia de Guarujá. A SSP-SP informou que diligências seguem para apurar todas as circunstâncias do ocorrido.

Investigadores devem ouvir o policial à paisana, familiares, testemunhas e analisar as imagens e perícias balísticas para determinar a dinâmica dos disparos e se houve troca de tiros conforme a versão oficial.

Impacto e exigências por respostas

O episódio, ocorrido durante a virada do ano, gerou comoção e questionamentos sobre o uso de arma por agentes fora de serviço, e reacendeu debates sobre segurança pública e controle de armas.

Enquanto a investigação avança, a família busca responsabilização criminal, e a comunidade local espera esclarecimento sobre os fatos e medidas para evitar novos casos semelhantes.

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