Vaticano buscou, nos dias que antecederam a operação, oferecer asilo de Maduro na Rússia com garantias de segurança e acesso a recursos financeiros, segundo reportagem
O Vaticano teria tentado encontrar uma solução pacífica para a crise que cercava o presidente venezuelano, propondo uma saída que evitasse escalada política e militar.
Segundo a apuração, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, apresentou a alternativa diplomática em conversas com autoridades americanas e com a Rússia.
A iniciativa previa que Nicolás Maduro deixasse a Venezuela e recebesse proteção em solo russo, com garantias pessoais e políticas, conforme informação divulgada pelo The Washington Post.
Como teria sido a proposta do Vaticano
De acordo com a reportagem, Parolin discutiu a possibilidade de um asilo de Maduro na Rússia em diálogos que envolveram o embaixador dos Estados Unidos junto à Santa Sé, Brian Burch, e intermediários russos.
A ideia era que o governo de Vladimir Putin desse segurança ao líder venezuelano, e que Maduro mantivesse, em parte, acesso a recursos financeiros no exterior, segundo fontes consultadas e documentos citados pela publicação.
Por que a proposta não avançou
Fontes disseram que, apesar da oferta, Maduro recusou a alternativa e optou por não deixar o país, o que impediu que o acordo de asilo fosse implementado.
Com a recusa, a operação conduzida por forças especiais dos Estados Unidos prosseguiu, conforme a cobertura internacional citada pela reportagem.
Resultado da operação e acusações
A ação culminou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, que, segundo a reportagem, foram levados para Nova York, onde enfrentam acusações relacionadas ao tráfico internacional de drogas.
O caso deve continuar a repercutir nas esferas diplomática e judicial, dada a participação do Vaticano, da Rússia e dos Estados Unidos nas negociações preliminares.
Implicações diplomáticas
A tentativa de mediar um acordo de asilo expõe o papel do Vaticano como ator diplomático em crises internacionais, e levanta questões sobre intermediários, garantias financeiras e segurança pessoal em negociações semelhantes.
Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que propostas desse tipo buscam evitar confrontos abertos, mas dependem da concordância do próprio líder em deixar o território e aceitar as condições apresentadas.