Direção autônoma domina a CES 2026, IA e gigantes como Nvidia, Tesla e Waymo prometem acelerar carros sem motorista e parcerias estratégicas

A tecnologia de direção autônoma deve dominar a CES em Las Vegas, com empresas e investidores apostando que a inteligência artificial pode revigorar um setor marcado por progresso lento e altos custos.

Montadoras, startups e fabricantes de chips chegam ao evento com novos hardwares, softwares e propostas para reduzir a responsabilidade humana na condução, incluindo funções que chegam ao nível 3 de autonomia.

Conforme informação divulgada pela reportagem recebida sobre a CES 2026, a atenção estará voltada para como a IA será incorporada em veículos e além deles, em robôs, vestíveis e dispositivos de saúde.

IA como motor de recuperação do setor

Especialistas esperam ver um foco maior em direção autônoma e em como a inteligência artificial pode permitir a implantação segura de carros sem motorista. C.J. Finn, líder do setor automotivo dos EUA para a PwC, afirmou, “Neste ano veremos um foco cada vez maior em IA e veículos autônomos”, e acrescentou, “Acredito que essa conectividade autônoma estará no centro das atenções”, palavras que ilustram o clima de expectativa em torno de soluções baseadas em IA.

Pesos pesados do setor de chips, como Jensen Huang, da Nvidia, e Lisa Su, da AMD, estão entre os principais palestrantes, sinalizando que o ecossistema de semicondutores será peça-chave para avanços práticos em direção autônoma.

Do elétrico à autonomia, mudança de estratégia das montadoras

A CES 2026, que será realizada de 6 a 9 de janeiro, deve mostrar uma mudança clara no foco das montadoras. Após recuos nos incentivos aos carros elétricos, muitas empresas reduziram planos de eletrificação e realocaram capital, priorizando agora soluções de autonomia e software.

O evento deve registrar menos lançamentos de veículos elétricos em comparação aos últimos anos, e mais demonstrações de sistemas de assistência avançada, sensores, e parcerias entre fabricantes de automóveis e empresas de tecnologia.

Casos reais e níveis de autonomia em evolução

A comercialização da direção autônoma segue desafiadora, entre altos investimentos e escrutínio regulatório. Ainda assim, iniciativas como o táxi autônomo da Tesla em Austin e a expansão da Waymo deram novo impulso ao setor, enquanto fabricantes avançam em assistências que permitem dirigir com as mãos fora do volante em rodovias.

Algumas empresas, como a Rivian, pretendem lançar funcionalidades “eyes-off” e direção autônoma em ruas de cidades, aproximando-se do chamado nível 3 de autonomia, que permite ao motorista tirar os olhos da via em circunstâncias específicas, mantendo a responsabilidade por intervir quando necessário.

Custos, competitividade e os desafios que permanecem

Apesar das esperanças, os custos continuam sendo um obstáculo. Empresas absorveram bilhões em baixas contábeis por mudanças de estratégia em veículos elétricos, e tarifas de importação nos EUA pressionaram margens ao serem absorvidas por montadoras.

Felix Stellmaszek, líder global do setor automotivo e de mobilidade do Boston Consulting Group, resumiu a tensão que deve permear a CES, “O tema principal que esperamos ver surgir na CES é o custo e a competitividade”, indicando que além da tecnologia, a disputa por preços e eficiência será central.

No fim, a CES 2026 deve mostrar até que ponto a direção autônoma e a IA saem do laboratório e entram na rua, através de parcerias, novos hardwares e softwares, e modelos de negócio que tentam equilibrar inovação, segurança e viabilidade econômica.

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